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terça-feira, setembro 29, 2015

Augusto Licks - Workshop em Belo Horizonte [CONFIRMADO]





Oito dias antes do encerramento da campanha de financiamento no site Kickante e com 52% do valor arrecadado, os produtores confirmaram a realização do Workshop "Do Quarto Para o Mundo" de Augusto Licks em Belo Horizonte no dia 17 de outubro. 

Entre as cotas de apoio à campanha, ainda tem disponíveis opções para quem pretende participar do workshop, e também para aqueles que querem simplesmente apoiar o projeto, mas que também receberão algumas recompensas como pôsteres, palhetas, participação em grupo privado na web e aulas de música.

Abaixo segue o link de um vídeo criado pela produção do workshop focalizando dois momentos da carreira de Augusto, o primeiro ainda nos anos 1990 e o segundo há duas semanas atrás no qual consta trecho da entrevista feita exclusivamente para a campanha no qual ele respondia exatamente a uma pergunta deste que vos escreve:


domingo, setembro 20, 2015

Augusto Licks - Entrevista sobre Workshop "Do Quarto Para O Mundo"






Essencialmente um blog de textos autorais assinados por mim e guardando (sem receios) pontos de vistas, por vezes, altamente pessoais, parafraseio vocês sabem quem para dizer que “nunca antes na história do Rock’n Geral” uma postagem teve foco em algum vídeo, áudio ou texto de terceiros. Mas, diante do brilhante discurso de Augusto Licks em respostas às perguntas de fãs enviadas pela internet como parte da campanha de financiamento de seu Workshop “Do Quarto Para O Mundo” a se realizar em Belo Horizonte no dia 17 de outubro, não resisti e resolvi postar na íntegra aqui a conversa realizada com ele por intermédio de Rodrigo Pedrosa e Manu Meneses que faz uma pequena introdução a temas que serão abordados pelo músico no workshop. Augusto Licks permanece com a mesma sobriedade que caracterizou sua carreira ao longo do tempo, extremamente consciente de seu papel na música e do músico em geral em seu contexto social. Entre as dezenas de perguntas realizadas sobre tecnologia musical, escolha de instrumentos, influências musicais, improvisação, vocês poderão ouvir uma enviada por este que vos escreve, mas destaco aqui a última resposta dada por Licks para uma pergunta recorrente que já ouvi muitos músicos responderem, mas que realmente evidencia quem é o homem Augusto Moacir Licks. Um cara que se coloca diante da vida de forma humilde, mas ao mesmo tempo consciente de sua capacidade de trabalho. Apesar de todas as realizações e glórias conquistadas, ele se mostra despido de vaidades tolas tão comuns no meio musical. Muito além do músico, é possível ver o exemplo de ser humano que ele é. Abaixo, a pergunta e resposta final da entrevista (apenas transcritas sem edição) e no link a entrevista completa em áudio.


P -... você se apresentou para grandes platéias, públicos de milhares de pessoas, dividiu o palco com grandes artistas no Hollywood Rock, no Rock In Rio, fez turnês por vários países do mundo,  qual recado você deixa um músico que está iniciado agora? Qual recado você deixa realmente?




R - Olha, você fez menção à muitas coisas, digamos assim, grandiosas, né? Grandes eventos, grandes viagens... eu diria para um músico iniciante, que ele não se deixe sensibilizar tanto pela grandiosidade do evento, se ele tocar no bairro dele, num local para meia dúzia de pessoas ou menos, aquelas poucas pessoas vão desafiá-lo, desafiar no bom sentido, a dar o seu depoimento musical, a tocar a sua música para elas, e isso, às vezes, é muito mais difícil do que tocar num estádio lotado. Então, não se preocupe com a grandiosidade das coisas, apenas que nesse ritual que é fazer uma apresentação, um concerto, isso é uma coisa que, muda a tecnologia, aparecem máquinas novas, isso aí não muda. Esse ritual de alguém chegar ali pegar um instrumento, ou voz, cantar alguma coisa, de repente, umas das poucas pessoas que está ali assistindo, ouvindo, talvez para uma dessas pessoas, a vida mude.


Clique no link abaixo para ouvir a entrevista na íntegra:



A campanha de financiamento do Workshop "Do Quarto Para O Mundo" de Augusto Licks em Belo Horizonte segue até o dia 6 de outubro. Já foram arrecadados 41% do valor total. Para os músicos iniciados ou iniciantes, a cota 7 dá direito a um mês de aula na Alaúde Escola de Música. Participe! 

 




domingo, setembro 06, 2015

Nei Lisboa - Pra Viajar no Cosmos Não Precisa Gasolina (1983)




A movimentação em torno da campanha de financiamento coletivo para a realização de um workshop de Augusto Licks em Belo Horizonte me remeteu a esse disco. Pra Viajar No Cosmos Não Precisa Gasolina foi o álbum de estreia do cantor e compositor gaúcho, Nei Lisboa. Na época, tocando com Nei Lisboa, além de sua guitarra marcante, Licks assinaria algumas parcerias com ele.  Entre elas, a faixa título. Coincidentemente, sua produção também foi resultado de um projeto de financiamento coletivo ancorado pelo artista. Quem comprasse antecipadamente o “Nei Lisbônus” garantia seu exemplar do disco. 

“A Tribo Todo Dia Em Festa” abre o disco com uma levada reggae. Um tecladinho malandro reforça essa inclinação da música. A letra traz um jogo de palavras onde sobressaem aliterações, “Keka qué casá com Zeca, Lolô loca coca? Cola e som, Marta Maharish meditação”. A tribo todo em dia em festa da qual Nei fala, não poderia ser outra senão “o povo brasileiro” que “sofri pá pagá o pão, bebi chopp e faz a revolução”. A curiosamente intitulada “Me Chama de Robert” é um frevo que fala de um certo gringo americano chamado Robert que Nei Lisboa conheceu em Porto Alegre e que depois de tomar umas e outras se “transformava” num "super-herói" que jogava bola como Pelé, e entre outros "super poderes"  se tornava uma chaminé ao fumar, e também virava a mãe do Brasil (se não conseguiu entender muita coisa, essa música já rendeu uma resenha no rockngeral depois de um encontro meu com o Nei Lisboa que você pode conferir aqui e se inteirar mais). O blues “Não Me Pergunte A Hora” foi escrita por Nei em parceria com Augusto Licks. Provavelmente a melhor faixa do disco, ela tem um dos muitos grandes solos que o guitarrista deixou registrados em sua carreira discográfica. A voz agradável e bela interpretação de Nei valorizam ainda mais cada um dos versos que ele escreveu para a canção. “Síndrome de Abstinência” traz a sonoridade gaúcha mais à tona com uma característica milongueira, mas também apresenta um breve interlúdio jazzístico. Com arranjos delicados de violão, “Doddy II” é outra faixa tocante do disco. A faixa título surge incorporando mais uma vez o blues ao som de Nei. Outra bem sucedida parceria com Licks e que também traz sua guitarra como destaque. Aliás, foi Augusto quem completou a frase, iniciada por Nei Lisboa ao dizer que “não precisa gasolina” pra viajar no cosmos.  “No no chance” é quase uma vinheta que passeia do jazz ao frevo e ao samba, tirando um leve sarro com os sobrinhos do Tio Sam (olha o Robert gringo aí de novo). “Rabo de Foguete” é uma parceria de Nei com Iotomar Polsko que traz uma citação à “Prenda Minha”, música tradicional gaúcha. “Exaltação” é uma elegia à erva...à erva com a qual se faz chimarrão. A música também se aproxima da sonoridade tradicional gaúcha. “Sinal Azul” é uma balada caprichada de Nei Lisboa em parceria com Augusto Licks, Glauco Sagebin e Peninha. “Água Benta” de Nei, Augusto e Clóvis Frimm fecha o disco com um quê de otimismo, e como a sonoridade geral do disco, tem aquela dose de “nostalgia artificial” dos anos 1980 que ficou datada tão rápido.

Com uma forte raiz gaúcha, mas sem se prender a tradicionalismos forçados, Nei revigorou a música de sua região, porém, atento a outras influências de diversas fontes como o rock, o jazz, o reggae, bem como diversas vertentes da música brasileira, como o frevo e o samba. Seus trabalhos seguintes tratariam de reafirmar isso a cada novo lançamento. Pra Viajar No Cosmos Não Precisa de Gasolina lançado como disco independente foi um grande cartão de apresentação de Nei Lisboa à música brasileira.




Em tempo: segue a campanha de financiamento do Workshop do Quarto Para O Mundo de Augusto Licks em Belo Horizonte. Já foram arrecadados 26% do valor total. Participe! 

domingo, agosto 23, 2015

Augusto Licks - Workshop "Do Quarto Para O Mundo"




Nos últimos dois anos, ele foi citado com freqüência nas postagens do rockngeral na retrospectiva discográfica que fiz sobre sua carreira com os Engenheiros doHawaii. Agora, Augusto Moacir Licks reaparece por aqui numa das melhores notícias do ano para os músicos em geral e apreciadores de seu trabalho. Ele pode ter confirmado uma edição de seu workshop “Do Quarto Para o Mundo” em Belo Horizonte (cidade natal e residência deste que vos escreve). Organizado por Rodrigo Pedrosa e Manu Meneses, o workshop está em campanha no site kickante e uma vez que o financiamento seja concluído, Augusto Licks estará na capital mineira no dia 17 de outubro para a realização do evento. A campanha vem conquistando rápida adesão de músicos e estudantes, bem como de fãs interessados em apoiar o workshop e que embora não possam participar, seja por não serem músicos ou impossibilidade de estar na cidade na data do evento, receberão recompensas como palhetas personalizadas, posters, entre outros brindes elaborados pela produção. 
  
Uma das recompensas dos colaboradores da campanha será a participação em um Grupo Privado no Facebook que está prestes a ser lançado. Segundo informação obtida pelo rockngeral em primeira mão junto à produção do workshop, os participantes se surpreenderão com o conteúdo e depoimentos do próprio Augusto para o grupo.


Além do trabalho de sete anos com os Engenheiros do Hawaii, fase que rendeu os discos mais marcantes e de maior vendagem da carreira da banda, Licks tocou com o músico gaúcho Nei Lisboa nos anos 1980 com quem também registrou algumas parcerias. Depois de sua saída da banda atuou na composição de trilhas sonoras para cinema e teatro. Também realizou trabalhos como jornalista em rádio e TV, além de ter sido colunista de futebol para o Estado de São Paulo Online.


Para mim é uma grande satisfação pode colaborar com esse projeto e assistir ao workshop realizado pelo guitarrista brasileiro que mais me influenciou no caminho que venho trilhando na música até aqui. Certamente uma oportunidade única para os músicos belo-horizontinos que poderão conferir dicas de Augusto Licks sobre a carreira musical, instrumentos, produção e tecnologia. Com duração de quatro horas, participação limitada a trinta pessoas e planejado para ser bastante interativo com metade do tempo sendo direcionado ao músico responder às perguntas dos participantes, o público terá uma rara oportunidade de tirar dúvidas sobre as mais diversas variáveis da carreira musical.


Durante toda a duração da campanha de financiamento, as postagens do rockngeral trarão sempre os links e um acompanhamento de como anda o projeto.


Para saber mais detalhes, colaborar ou participar acesse as páginas no site kickante e no facebook. 



Sobre o Augustinho você também encontra mais informaçãos no blog: https://augustolicks.wordpress.com/

domingo, outubro 05, 2014

Engenheiros do Hawaii - Uma Breve Viagem Discográfica: Os Anos Gessinger, Licks & Maltz

9. Posfácio

Simples de Coração (1995)






Como havia dito na postagem sobre o disco Filmes de Guerra, Canções de Amor, resolvi adicionar um posfácio à série publicada aqui sobre os discos dos Engenheiros do Hawaii gravados pela formação Gessinger, Licks & Maltz. O texto que segue abaixo é uma adaptação de um comentário que escrevi no blog de Humberto Gessinger em 11 de janeiro de 2012, quando ele comentava sobre o disco em questão.

Depois da saída do guitarrista Augusto Licks, a banda admitiu de imediato o guitarrista Ricardo Horn, o músico faria alguns shows com Humberto e Carlos ainda no formato trio. Sem alcançar a sonoridade desejada por eles, ou tentando fugir de se tornar um cover de si mesma, eles acabaram optando pela entrada de mais dois novos membros: o guitarrista Fernando Deluqui (ex-RPM) e o tecladista e acordeonista Paolo Casarin, transformando em quinteto a banda que sempre havia sido um trio. 

Simples de Coração foi o primeiro disco da banda a não sair em vinil. A capa apresentava diferenças estéticas em relação aos trabalhos anteriores, começando pela ausência das engrenagens (presente nos sete discos do período GLM) e a mudança da fonte com o nome da banda (na edição em CD, um adesivo com o nome da banda vinha colado sobre a caixinha de acrílico, um Sagrado Coração estampava a capa).

No que tange a música, a banda apresentava inevitavelmente uma nova sonoridade em função da perda da guitarra tão característica de Augusto Licks. Os Engenheiros era uma das poucas bandas nacionais que tinha um som reconhecível logo na introdução de qualquer uma de suas músicas. Agora, eles apresentavam um som mais denso, de certa forma, devido à maior instrumentação das músicas com o formato quinteto e ainda a presença de músicos adicionais em várias faixas. Outra diferença fundamental foi a presença do produtor americano Greg Ladanyi que já havia trabalhado com os Jacksons, Jeff Healey Band, Kansas, Fletwood Mac, Toto, entre outros, o que levou a banda a gravar em Los Angeles. Talvez pelo fato da banda ainda estar procurando uma nova cara, juntamente com as referências dos trabalhos anteriores, o disco acaba por parecer mais com o produtor do que com a banda, o que acaba por não ser algo totalmente negativo, uma vez que Greg conseguiu um som espetacular no disco que contou com bons arranjos, e fazendo até com que o fraco guitarrista (?) Deluqui soasse bem no disco (num nível que nunca o tinha ouvido nem antes, nem depois em sua carreira). Já com o excelente tecladista Paolo Casarin ele não deve ter tido muito trabalho, o músico adicionou excelentes teclados e acordeons às músicas. Ricardo Horn com alguns bons momentos de guitarra também não comprometeu, assim como Maltz, agora com suas levadas de bateria um pouco limitadas, aparentemente pela nova (e maior) formação. Humberto manteve suas boas linhas de baixo, soando como um baixista mais “tradicional”, perdendo muito da pegada mais “guitarrística” que Augusto Licks, dizia que ele tinha.

O disco abre com a música “Hora do Mergulho”,  mais exatamente ainda, com um coro infantil cantando à capella em sua introdução, precedendo à entrada da banda e o bonito arranjo de guitarra de Ricardo Horn. Ele também apresenta um bom solo no meio da canção. Humberto adiciona uma linha de baixo, fazendo um acompanhamento com acordes, algo não tão recorrente no instrumento. Na letra, Gessinger continuava mandando bem, rebuscando seu estilo e mitificando sua imagem: “Eu sou um déspota esclarecido/nessa escura e profunda mediocracia”. “À Perigo,” já apresenta o acordeom de Casarin, instrumento que seria uma marca do disco. Deluqui (pasmem!) realiza um bom solo de guitarra. Humberto fala de resistência: “eu sigo em frente, pra frente eu vou/eu sigo enfrentando a onda/onde muita gente naufragou”. “Simples de Coração” tem a melodia reaproveitada da música Sweet Begônia II (cuja letra consta no encarte do disco A Revolta dos Dândis, mas nunca foi lançada pela banda). Cantando corajosamemente em tons mais altos, esse talvez seja o melhor disco de Humberto como vocalista. “Lance de Dados” tem uma levada acústica e traz a participação especial do percussionista Luís Conte. A temática segue falando em resistência, sobrevivência, novos rumos e comenta sobre um acidente automobilístico sofrido por Humberto pouco tempo antes: “Os deuses jogam pôquer/E bebem no saloon doses generosas de BR101”. “A Promessa” foi a música de lançamento do disco, um bom trabalho de Horn e Deluqui fazendo dobras nas guitarras e o piano de Casarin. Gessinger recorria à sua linha de crítica social: “Propaganda é a arma do negócio/No nosso peito bate um alvo muito fácil”. “Por Acaso” ressalta a mistura que resultou na sonoridade do disco, um lado acústico com violões e acordeom induzindo à música gaúcha e, de outro lado, guitarras que puxavam um pouco para o hard rock setentista (essa era inclusive a principal referência do novo visual da banda). “Ilex Paraguariensis” gravada apenas com instrumentos acústicos traz mais claramente a influência da música gaúcha desde o título que leva o nome da erva-mate com a qual se faz a bebida tão apreciada nos pampas: “Hoje eu acordei mais cedo/Tomei sozinho o chimarrão”. “O Castelo dos Destinos Cruzados” de Carlos Maltz, Ricardo Horn e Kleber Lúcio trazia o baterista novamente nos vocais desde a música “Filmes de Guerra, Canções de Amor” gravada no segundo disco da banda. “Vícios de Linguagem” tem Casarin brilhantemente tocando piano e um hammond B3 e participação especial de Julia e Maxime Waters e Carmen Twillie nos backings vocals cantando versos em inglês que evocam muito o Pink Floyd. “Algo Por Você”, parceria de Gessinger e Deluqui, tem um efeito de distorção na voz que soa interessante na primeira audição, mas logo se torna cansativo nas audições seguintes. “Lado A Lado”, de Gessinger e Casarin, tem letra e melodia comoventes que ganham muito com o coro de Kipp e Mark Lennon. Kevin Cronin, vocalista da banda REO Speedwagon também participa da faixa, tocando violão. A letra traz mais uma referência à obra de Roberto e Erasmo Carlos (“Esqueça as curvas da estrada de Santos/Se tu quiseres saber quem eu sou”), dupla citada algumas vezes por Humberto em músicas como “Nossas Vidas” e “Sopa de Letrinhas”: Apesar dos esforços, a formação não emplacou. Humberto nunca pareceu ter realmente gostado do quinteto, nem do disco. O que foi comprovado com a dissolução da formação no ano seguinte, com Humberto investindo num projeto "quase" solo que foi o Gessinger Trio, para em seguida reformular os Engenheiros do Hawaii com novos integrantes, dessa vez até mesmo sem a presença do co-fundador da banda, Carlos Maltz.



P.S.: Eu sempre me pergunto por que continuar a escrever textos e resenhas como essa, se como dizia Ezra Pound: “a melhor crítica não adiciona nada para quem lê”. Ou como canta Humberto Gessinger em "Vícios de Linguagem": “o principal fica fora do resumo”. Talvez estes textos sirvam como despretensiosas recomendações aos poucos leitores, talvez sirvam para iniciar algumas discussões musicais, ou ainda, e mais provavelmente, não sirvam realmente para nada.

Em tempo: reproduzo abaixo nos comentários, o que escrevi na citada postagem de Humberto Gessinger que traz ainda um comentário de pessoa uma anônima sobre o tamanho do texto que escrevi na ocasião.